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Como lidar com ciúmes no relacionamento: uma perspectiva psicanalítica

Como lidar com ciúmes? O ciúme é uma emoção que pode afetar qualquer relacionamento, trazendo insegurança, desconfiança e conflitos. Neste artigo, vamos explorar a ótica da psicanálise e como um casal pode lidar com os ciúmes de forma saudável e construtiva.

Compreendendo as causas do ciúme

Antes de tudo, é importante entender que o ciúme não é uma emoção exclusiva de relacionamentos amorosos. Ele pode surgir em qualquer tipo de vínculo afetivo, como amizades e relações familiares. No entanto, no contexto amoroso, o ciúme muitas vezes está relacionado ao medo de perder o parceiro para outra pessoa.

Na psicanálise, o ciúme é visto como uma manifestação de insegurança e de um desejo de controle sobre o outro. Ele pode ser alimentado por questões do passado, como traumas de abandono ou traição, ou por problemas de autoestima e confiança.

Em outras palavras, uma pessoa que sofreu um abandono, uma traição ou alguma outra situação traumática em sua vida, pode acabar desenvolvendo diferentes níveis de ciúme. E é importante saber de esse possível fator para que uma pessoa seja ciumenta, porque nos ajuda a ver que a pessoa pode ter sido vítima de um episódio traumático e pode nos ajudar a entender melhor a situação e a pessoa também. Em muitos casos, uma pessoa ciumenta tanto é vítima quanto também faz vítimas.

Dicas para lidar com o ciúme no relacionamento

1. Autoconhecimento: O primeiro passo para lidar com o ciúme é buscar o autoconhecimento. Realmente, pode ser muito complicado para uma pessoa ciumenta admitir que tem essa característica. Geralmente, pessoas ciumentas tentam justificar suas atitudes, que às vezes podem ser bem exageradas, dizendo que “amam demais” ou que não é possível entender o que ela sente, já que é uma forma de amor muito intenso. Dificilmente uma pessoa ciumenta vai admitir que tem um problema grave com ciúme (caso seja grave). Por isso é tão importante que uma pessoa ciumenta reconheça seu status de ciumento/a.
É importante entender quais são as suas inseguranças e medos que estão por trás desse sentimento. A terapia psicanalítica pode ser uma grande aliada nesse processo, ajudando a identificar as causas profundas do ciúme e a desenvolver estratégias para lidar com ele.

2. Comunicação aberta: Uma comunicação aberta e honesta é essencial para superar o ciúme. É importante conversar com o parceiro sobre os sentimentos de insegurança e medo, expressando de forma clara e assertiva as suas preocupações. O diálogo sincero pode ajudar a fortalecer a confiança e a construir um relacionamento mais saudável.
Um casal que tenha problemas com ciúmes e não se comunica bem, com certeza põe em risco seu relacionamento. Uma crise de ciúme é uma agressão ao relacionamento. Depois que isso acontece, é importante esclarecer o que ocorreu, reforçar o sentimento que existe entre o casal e efetivamente, reconciliar a relação.

3. Confiança mútua: Construir confiança é fundamental para lidar com o ciúme. É importante que ambos os parceiros se esforcem para serem honestos, transparentes e respeitosos um com o outro. Estabelecer limites saudáveis e respeitar a individualidade de cada um também contribui para fortalecer a confiança na relação.
E esse ponto está diretamente alinhado ao ponto anterior, sobre manter uma comunicação aberta e franca. Um casal de se comunica bem, confia mais um no outro.
Esse é um ponto complicado: qual é a origem do ciúme? Vem do medo de perder a outra pessoa ou vem de uma falta de confiança nela? Um relacionamento sem confiança está condenado a desaparecer ou a existir de uma maneira zumbificada. Você não quer um relacionamento zumbi, não é mesmo?

4. Trabalho em equipe: O ciúme pode ser uma oportunidade para o casal trabalhar em equipe e fortalecer o relacionamento. Juntos, é possível identificar gatilhos e situações que desencadeiam o ciúme, buscando soluções e estratégias para lidar com eles de forma construtiva. O apoio mútuo e o comprometimento em superar o ciúme são essenciais nesse processo.

Crises de ciúme devem ser combatidas em equipe. Se apenas uma das partes do casal procurar lutar contra o ciúme, dificilmente vai conseguir. E ao mesmo tempo, isso significa que a responsabilidade por vencer esse sentimento é dos dois. Inclusive o membro do casal que não tiver essa característica, que não for ciumento.

Vale a pena lutar contra o ciúme

O ciúme pode ser um desafio em um relacionamento, mas também pode ser uma oportunidade para o casal crescer e se fortalecer. Ao compreender as causas do ciúme e adotar estratégias saudáveis para lidar com ele, é possível construir uma relação mais segura, confiante e feliz.

Nem sempre uma pessoa que sofre com ser ciumenta vai eliminar por completo essa característica de sua personalidade. Mas é possível manter sob controle o ciúme e dessa forma terem um relacionamento duradouro e feliz.

Além disso, um casal sempre pode procurar ajuda terapêutica para melhorar seu relacionamento. Se você gostaria de saber mais sobre isso, por favor, CLIQUE AQUI.

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Psicanálise Aplicada: Estratégias de Terapia para Casais em Crise

Existem muitos motivos pelos quais um casal pode entrar em crise. Desentendimentos frequentes, expectativas não atendidas, dificuldades de comunicação, falta de intimidade emocional, questões financeiras, diferenças culturais, ciúmes e infidelidade são apenas alguns exemplos comuns. Discrepâncias nas prioridades, problemas familiares, desequilíbrio de poder, falta de comprometimento e até mesmo questões individuais, como estresse e problemas de saúde mental, também podem desencadear conflitos e colocar em risco a conexão entre os parceiros. É importante reconhecer que cada relacionamento é único e os motivos da crise podem variar, mas buscar ajuda profissional para lidar com essas questões é fundamental para superá-las e fortalecer a relação.

Nos labirintos complexos dos relacionamentos, é natural enfrentar momentos de crise que ameaçam a conexão entre os parceiros. Essas crises podem ser desencadeadas por uma série de fatores, incluindo desentendimentos, expectativas não atendidas e dificuldades de comunicação. Sob uma perspectiva psicanalítica, esses momentos críticos também podem ser vistos como oportunidades para explorar dinâmicas mais profundas do inconsciente. Ao unir os princípios da terapia para casais com as lentes da psicanálise, é possível não apenas superar a crise, mas também fortalecer e enriquecer a ligação entre os parceiros.

Explorando as Raízes da Crise:

A abordagem psicanalítica nos convida a olhar além das questões superficiais e explorar as raízes mais profundas das crises nos relacionamentos. Muitas vezes, as emoções intensas e os conflitos podem estar ligados a experiências passadas, traumas e padrões de relacionamento que se formaram ao longo do tempo. A terapia para casais com um toque psicanalítico oferece um espaço para mergulhar nessas raízes, identificar padrões inconscientes e entender como eles podem estar contribuindo para a crise atual.

Traumas, experiências passadas e a forma como uma pessoa foi criada podem ter um impacto significativo em um relacionamento e contribuir para crises conjugais. Esses fatores podem influenciar a maneira como os parceiros se relacionam, se comunicam e lidam com conflitos. Aqui estão algumas maneiras pelas quais esses elementos podem desempenhar um papel:

  1. Padrões de relacionamento: Experiências passadas, particularmente traumas ou relacionamentos problemáticos, podem criar padrões de comportamento que se repetem nos relacionamentos posteriores. Por exemplo, uma pessoa que experimentou abuso emocional pode ter dificuldade em confiar e ser vulnerável, o que pode afetar a conexão íntima no relacionamento atual.
  2. Medo de abandono: Traumas ou experiências de abandono na infância podem levar a uma insegurança profunda e ao medo de perder o parceiro. Isso pode resultar em comportamentos ciumentos ou possessivos, colocando pressão no relacionamento.
  3. Dificuldades de comunicação: Se uma pessoa foi criada em um ambiente onde a expressão emocional não era encorajada, pode ser desafiador para ela se comunicar de maneira aberta e saudável. Isso pode levar a mal-entendidos, ressentimentos acumulados e falta de intimidade emocional no relacionamento.
  4. Diferenças de expectativas: Os valores e as crenças que foram instilados em uma pessoa durante a criação podem moldar suas expectativas em um relacionamento. Se os parceiros têm visões diferentes sobre questões importantes, como finanças, crianças ou papéis de gênero, isso pode desencadear conflitos e crises.
  5. Trauma não resolvido: Caso um ou ambos os parceiros tenham experimentado traumas significativos no passado, como abuso físico, sexual ou emocional, isso pode ter um impacto profundo na saúde mental e emocional deles. Traumas não resolvidos podem afetar a forma como os parceiros se relacionam, levando a crises e dificuldades de confiança e intimidade.

É importante ressaltar que cada indivíduo é único, e as maneiras como o passado influencia um relacionamento podem variar. Ao buscar ajuda profissional, como a terapia para casais, é possível explorar essas questões de forma mais aprofundada, trabalhar na cura de traumas passados e desenvolver habilidades de comunicação e resolução de conflitos saudáveis. Dessa forma, os casais podem superar as crises conjugais e fortalecer sua conexão.

A Dinâmica do Inconsciente:

Na análise psicanalítica, reconhece-se que os indivíduos são influenciados por forças inconscientes que moldam seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. Em um relacionamento, os parceiros podem trazer consigo bagagens emocionais inconscientes que impactam a forma como se relacionam. A terapia para casais com enfoque psicanalítico busca trazer à luz essas dinâmicas inconscientes, permitindo que os parceiros compreendam melhor suas próprias reações e as do outro.

Reconstruindo a Conexão:

Ao explorar as raízes e dinâmicas inconscientes por trás da crise, a terapia para casais pode ajudar na reconstrução da conexão perdida. Os parceiros podem desenvolver uma compreensão mais profunda um do outro, o que pode levar a uma comunicação mais empática e à capacidade de lidar com desafios de forma construtiva. A terapia psicanalítica auxilia na identificação de padrões que precisam ser modificados e na criação de um espaço seguro para explorar vulnerabilidades.

Através da combinação da terapia para casais com princípios psicanalíticos, os relacionamentos em crise podem não apenas sobreviver, mas também prosperar. Ao investigar as raízes da crise e explorar as influências inconscientes, os parceiros podem se envolver em uma jornada de autodescoberta e mútuo entendimento. Reconstruir a conexão não se trata apenas de resolver problemas imediatos, mas de criar uma base sólida para um relacionamento mais profundo e significativo.

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Amor em Tempos de Estresse: Utilizando a Terapia para Fortalecer Relacionamentos em Situações Desafiadoras

Em um mundo repleto de demandas e desafios, os relacionamentos muitas vezes enfrentam testes significativos. O estresse proveniente de diversas fontes pode afetar a maneira como os casais se conectam e interagem. Nesse cenário, a psicanálise oferece insights valiosos sobre a dinâmica dos relacionamentos e como o estresse pode influenciar o amor e a intimidade. Ao combinar os princípios da terapia para casais com as perspectivas psicanalíticas, é possível criar um espaço de compreensão e crescimento mútuo, mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras.

Explorando as Raízes do Estresse:

O estresse pode surgir em um casal devido a uma variedade de fatores. Pressões financeiras, responsabilidades familiares, problemas de comunicação, falta de tempo para si mesmo e conflitos no trabalho são apenas alguns exemplos. Além disso, experiências passadas, traumas não resolvidos e padrões inconscientes podem desencadear reações emocionais intensas que afetam a dinâmica do relacionamento. É importante reconhecer e compreender esses gatilhos de estresse para que os casais possam lidar com eles de maneira saudável e construtiva, promovendo uma maior compreensão mútua e resiliência no relacionamento.

A abordagem psicanalítica destaca a importância de explorar as raízes profundas do estresse em um relacionamento. Muitas vezes, as reações emocionais intensas podem estar ligadas a experiências passadas, traumas ou padrões inconscientes. A terapia para casais com enfoque psicanalítico convida os parceiros a investigar seus próprios sentimentos e reações, oferecendo um espaço seguro para compartilhar experiências e compreender os gatilhos emocionais.

O Papel do Inconsciente:

Quando aplicada ao contexto dos relacionamentos, a teoria psicanalítica pode ajudar a iluminar os desafios enfrentados pelos casais. Muitos problemas que ocorrem na convivência cotidiana podem estar enraizados em desejos, medos e anseios profundos que nem sempre são facilmente reconhecíveis.

A terapia para casais baseada na psicanálise tem como objetivo principal que os parceiros explorem e compreendam seus pensamentos inconscientes, bem como os fatores que influenciam sua dinâmica relacional. Ao trazer à tona questões subconscientes, a terapia psicanalítica busca promover um processo de autoconhecimento e entendimento mútuo, permitindo que os parceiros compreendam como seus próprios passados, traumas e experiências moldam suas reações e comportamentos atuais.

Ao entender e trabalhar com o inconsciente, a terapia psicanalítica para casais pode oferecer uma perspectiva mais ampla e profunda sobre as questões de relacionamento, ajudando a desvendar padrões repetitivos, promover a comunicação efetiva e construir uma base sólida para o crescimento mútuo. É um processo que pode levar tempo e paciência, mas pode trazer benefícios duradouros para a saúde e felicidade do casal.

Portanto, se você está enfrentando desafios no seu relacionamento, considerar a terapia para casais baseada na psicanálise pode ser uma opção valiosa para explorar as camadas mais profundas das dinâmicas interpessoais e construir um relacionamento mais saudável e satisfatório.

Reconstruindo a Intimidade:

O estresse pode corroer a intimidade em um relacionamento, mas a psicanálise oferece ferramentas para reconstruí-la. Através da exploração das emoções subjacentes e da compreensão das dinâmicas inconscientes, os casais podem aprender a se aproximar de maneira mais autêntica e íntima. A terapia psicanalítica para casais auxilia na identificação de padrões destrutivos e na criação de novos caminhos de comunicação e conexão.

Em tempos de estresse e desafio, a terapia para casais com um enfoque psicanalítico pode oferecer uma abordagem profunda e transformadora para fortalecer os relacionamentos. Ao mergulhar nas complexidades do inconsciente e explorar as raízes profundas do estresse, os casais podem revitalizar sua conexão emocional e reconstruir a base do amor e da intimidade. Integrar princípios psicanalíticos à terapia para casais é uma jornada de autodescoberta mútua, que pode levar a um relacionamento mais profundo e resiliente.

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Abuso emocional em relacionamentos amorosos. O que fazer? Psicanálise Aplicada

O abuso emocional, também conhecido como abuso psicológico, é um dos tipos mais comuns de abuso em relacionamentos amorosos – mais comum do que pensamos.

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A contradição é que é difícil de detectar em comparação com outras formas de abuso que são prevalentes em relacionamentos amorosos, como abuso verbal, físico e financeiro.

Quando alguém está sendo agredido verbalmente, podemos evidenciar pela linguagem e palavras que o abusador usa, e pelo tom em que o abusador se comunica. Quando alguém está sendo abusado fisicamente, podemos ver a evidência através de ferimentos físicos, arranhões e outros sinais de briga física.

Com o abuso emocional, o abuso é muitas vezes oculto, sutil e insidioso, mas profundamente prejudicial. Isso leva a cicatrizes emocionais muito profundas. O abuso emocional também pode acontecer em relacionamentos não românticos, como amizades, relacionamentos entre irmãos, relações parentais, relações de trabalho e outros relacionamentos não românticos.

Muitas pessoas não reconhecem que estão em relacionamentos emocionalmente abusivos, pois o abuso em si é oculto, encoberto e difícil de detectar. Às vezes, pode ser ostensiva e sistemática, de uma forma que tanto a vítima quanto o abusador podem não estar cientes do abuso de um parceiro para o outro, ou um para o outro.

Alguns dos comportamentos emocionalmente abusivos e tóxicos são feitos em nome do amor, por exemplo, controlando com quem o parceiro passa o tempo e, portanto, normalizados. Isso significa que muitas pessoas em relacionamentos emocionalmente abusivos não conseguem detectar se estão sendo abusadas emocionalmente ou não. Se um parceiro é inseguro em si mesmo, é fácil para ele interpretar erroneamente o abuso emocional como uma forma de amor e cuidado, o que o torna vulnerável ao abuso emocional.

Muitas pessoas que chegam à terapia sem saber do abuso emocional, mas estão sofrendo como resultado disso. Eles só percebem a natureza e a extensão do abuso quando começam a terapia e começam a trabalhar em si mesmos.


A psicodinâmica do abuso emocional

Um relacionamento emocionalmente abusivo é aquele em que o abusador (parceiro um) usa as emoções para controlar, dominar, manipular, isolar, amedrontar e intimidar a vítima (parceiro dois). Pessoas que são abusadas emocionalmente também podem sofrer violência doméstica; no entanto, alguns podem não sofrer isso. Aqueles que não sofrem violência doméstica juntamente com abuso emocional, por não entenderem que estão sofrendo abuso, podem permanecer inconscientes e ignorantes do abuso que estão sofrendo, com efeitos extremamente prejudiciais.

Segundo uma pesquisa feita no Reino Unido, entre março de 2021 e março de 2022, 2,4 milhões de adultos (dos quais 1,4 milhão eram mulheres) foram vítimas de violência doméstica. Embora essas estatísticas sejam sobre abuso doméstico, elas destacam como o abuso do parceiro é comum nos relacionamentos. E muitas dessas pessoas estariam sofrendo abuso emocional.

O impacto do abuso emocional é duradouro – afeta o senso de si mesmo, a realidade, os valores e o senso do que é certo e errado. O impacto do abuso emocional não termina apenas na relação com o abusador, mas permeia relacionamentos futuros. Isso corrói o senso de si mesmo, a autoestima e a autoestima. E abala a própria identidade. O abuso emocional pode impactar negativamente a saúde mental e pode levar à ansiedade, depressão, insônia, alimentação desordenada como forma de lidar com sentimentos difíceis e outros problemas de saúde física secundários ao estresse.

Existe um mito de que os homens não sofrem abuso emocional das mulheres. E isso muitas vezes está relacionado ao conceito do que é abuso. Para começar, devemos entender que abuso é tudo o que passa dos limites, o que nos pede o exige mais do que é correto oferecer. Na prática, podemos comentar alguns exemplos aqui:

  • Gritar constantemente, principalmente ao expressar frustração por não ter um pedido atendido
  • Agredir de maneira disfarçada: pequenos empurrões, tapas dados com pouca força, apontar o dedo diretamente para o rosto da outra pessoa.
  • Exigir uma ação que a outra pessoa não quer fazer como ter relações sexuais, sem respeitar a vontade da Outra.
  • Agressões físicas
  • Humilhar, diminuir ou dizer a outra pessoa o quanto ela é inferior, por algum motivo
  • Expor a pessoa ao ridículo em público

A lista pode ser muito maior que isso. O ponto aqui é que muitas vezes uma pessoa entende como abuso apenas o que é físico. Mas verbalmente também se agride e muito. E não somente as mulheres são vítimas desse abuso, os homens também.

Ninguém deve aceitar abuso, não interessa o gênero!


O que acontece em relacionamentos emocionalmente abusivos?

Em um relacionamento emocionalmente abusivo, o abusador normalmente é alguém que é muito inseguro em si mesmo. Portanto, por meio do abuso emocional, elas deixam de controlar o relacionamento e o parceiro. O abuso emocional torna-se uma ferramenta para o abusador. O abusador (parceiro um) desenvolve formas sofisticadas de se relacionar com a vítima (parceiro dois).

O foco do abusador está nos sentimentos da vítima – fazendo com que a vítima se sinta inadequada, pequena e inferior. Por exemplo, fazer a vítima acreditar que nunca conseguirá encontrar alguém que a ame e que mereça a forma como está sendo tratada.

O abusador muitas vezes usa técnicas como culpar, envergonhar, invalidar, menosprezar, gaslighting (negar sua realidade), manipular e outros comportamentos controladores. Stonewalling onde um parceiro dá ao outro o tratamento silencioso também é uma forma de abuso emocional, pois o abusador está usando as emoções para causar danos. A vítima também pode se sentir insegura e preocupada com sua segurança e bem-estar.

Se a vítima não tem conhecimento do abuso, o que muitas vezes acontece, ela fica acreditando que o que está acontecendo é culpa dela – ela merece ser tratada da forma como é. Isso leva a vítima a justificar os comportamentos do abusador, por pior que seja. Justificar o comportamento também o normaliza e torna a vítima receptiva ao abuso – dando mais poder ao abusador. A vítima torna-se cada vez menos capaz de exercer limites ou autodefesa. Isso coloca vítima e abusador em uma dinâmica vítima-abusador, ou uma dinâmica sadomasoquista – um ciclo vicioso (Freud, 1920; Bloss, 1991).

Em um nível muito inconsciente, o abusador obtém prazer ao abusar da vítima, enquanto a vítima obtém prazer ao ser abusada, por meio de um processo de identificação com o abusador (Klein, 1946). Essa identificação inconsciente com o abusador significa que a dor deriva prazer na vítima. Não é incomum que a vítima invente desculpas e perdoe o abusador porque ele está preso em uma relação de identificação que é de fato perversa e tóxica. Pessoas que estão em relacionamentos codependentes (dinâmicas) muitas vezes estão em relacionamentos emocionalmente abusivos, que é o que mantém o vínculo entre elas.

Muitas pessoas que têm traços narcísicos tendem a ser emocionalmente abusivas com seus parceiros, pois eles não têm empatia e não têm preocupação com os sentimentos de seus parceiros. São pessoas que provavelmente cresceram com pais ou cuidadores que não prestaram atenção aos seus sentimentos ou os desconsideraram. Quando adultos, eles simplesmente repetem o que foi feito com eles – sem a consciência do impacto de seu comportamento e sendo emocionalmente exploradores.


Sinais de abuso emocional

  • Controlar comportamentos – sua liberdade, como você gasta seu tempo, como você gasta seu dinheiro, para onde você vai, o que você faz, etc.
  • Crítica – ser levado a sentir que tudo o que você faz é errado e você é culpado.
  • Manipulação emocional – ser levado a se sentir mal por coisas pelas quais você não é responsável, deliberadamente fazendo algo e virando-o contra você.
  • Gaslighting – ser feito para sentir que você inventa as coisas e seus sentimentos são uma reação exagerada. Invalidando seus sentimentos.
  • Comentários depreciativos – fazendo você se sentir pequeno, inadequado, menos que.
  • Culpar comentários – culpar por coisas que dão errado dentro e fora do relacionamento ou qualquer outra coisa pela qual você não é responsável.
  • Comentários de vergonha – sobre o passado, peso, família ou qualquer coisa significativa para a vítima.
  • Acusações falsas e chantagem emocional – fazendo alegações infundadas e usando suas deficiências passadas para insultá-lo.
  • Comportamento ameaçador – sentir-se inseguro, ser ameaçado de violência, terminar o relacionamento, trair – exploração emocional.
  • Isolamento – estar isolado de amigos e familiares. Sendo levado a acreditar que você depende daquele abusador e precisa dele.
  • Stonewalling – receber tratamento silencioso como forma de punição.
  • Privar afeto e intimidade física.

Como lidar com o abuso emocional

  1. Desenvolva formas de comunicar seus sentimentos e necessidades sem culpar ou ser agressivo – lembre-se da linguagem que você usa. Comece as frases com “Eu sinto” e não “Você”.
  2. Evite ter que pedir desculpas por coisas que você não fez de errado. Lembre-se de que você merece ser tratado com respeito.
  3. Afaste-se do papel de vítima, estabelecendo limites com o abusador. Você tem o direito de viver a vida plenamente sem que seu parceiro defina seus limites.
  4. Tenha uma vida fora do relacionamento, com amigos e familiares e busque relacionamentos e hobbies significativos. Você retoma seu poder e controle fazendo isso – isso tornará o abusador menos poderoso.
  5. Converse com pessoas que você se sente seguro e confia sobre sua situação. Os abusadores emocionais são muito bons em isolar suas vítimas; por isso sofrem em silêncio.
  6. Junte-se a um grupo de apoio à vítima de abuso de vítimas. Há muita cura em compartilhar histórias com outras pessoas que têm uma experiência compartilhada.
  7. Procure terapia individualmente ou em casal se achar que está em um relacionamento emocionalmente abusivo. O abuso emocional pode ter efeitos duradouros e pode levar tempo para se recuperar dele. Seja gentil consigo mesmo.

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Referências:

Blos, P., Jr., (1991). O sadomasoquismo e a defesa contra a lembrança do afeto doloroso. Volume, 8 pp. 417-430.

Klein, M. (1946). Notas sobre alguns mecanismos esquizoides. Revista Internacional de Psicanálise 27:99–110

Freud, S. (1920). Além do princípio do prazer. S. E., 18.

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Fazer terapia? 4 Motivos para procurar um Psicanalista

Encontrando equilíbrio, transformação e crescimento pessoal através da psicanálise

Às vezes, a vida pode nos apresentar desafios que parecem insuperáveis. Questões complexas, emoções intensas e relacionamentos complicados podem nos deixar confusos e desorientados. Nesses momentos, buscar o apoio de um psicanalista pode ser a chave para desvendar nossos próprios mistérios e dar um novo significado às nossas vidas. Neste artigo, vamos explorar quatro motivos convincentes pelos quais você deve considerar procurar um psicanalista, aproveitando a riqueza da teoria psicanalítica, suas técnicas e abordagens.

  1. Autoconhecimento e Exploração Profunda da Mente:
    A psicanálise oferece uma oportunidade única para mergulhar nas profundezas do inconsciente e desvendar os padrões ocultos que influenciam nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Com o auxílio de um psicanalista treinado, você pode explorar sua história pessoal, seus traumas e experiências passadas, compreendendo como eles moldaram sua identidade atual. Essa jornada de autoconhecimento permite que você identifique padrões repetitivos, crenças limitantes e defesas psicológicas que podem estar prejudicando sua saúde emocional e bem-estar.

Por exemplo, você pode descobrir que certos comportamentos autossabotadores estão enraizados em experiências traumáticas da infância. Ao trazer esses conteúdos à tona, você pode entender melhor sua origem e, assim, trabalhar na cura dessas feridas, transformando-se em uma versão mais saudável e equilibrada de si mesmo.

  1. Resolução de Conflitos Internos e Relacionais:
    A psicanálise oferece um espaço seguro para explorar conflitos internos e relacionais. Nossos relacionamentos são reflexos de nossas dinâmicas psicológicas, e os padrões repetitivos que vivenciamos em nossas interações podem ser desafiadores de entender e superar por conta própria. Um psicanalista pode ajudá-lo a identificar os padrões disfuncionais de relacionamento e a compreender as origens inconscientes dos conflitos.

Ao trazer à consciência as emoções e desejos reprimidos, é possível explorar alternativas mais saudáveis para lidar com os conflitos e melhorar a qualidade de seus relacionamentos. O trabalho terapêutico na psicanálise também aborda questões como a baixa autoestima, dificuldades de comunicação e problemas de intimidade, fornecendo ferramentas para o crescimento e a construção de relacionamentos mais satisfatórios.

  1. Alívio de Sintomas Psicológicos e Emocionais:
    A psicanálise oferece um ambiente seguro para explorar e compreender os sintomas psicológicos e emocionais que podem estar causando sofrimento. Transtornos como ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e distúrbios alimentares são exemplos de condições que podem ser abordadas efetivamente por meio da psicanálise.

Ao compreender as causas inconscientes por trás desses sintomas, é possível aliviar o sofrimento, fortalecer a resiliência emocional e desenvolver mecanismos de enfrentamento saudáveis. O processo terapêutico fornecerá um espaço para explorar as raízes desses sintomas, criando uma oportunidade para a cura e a transformação pessoal.

  1. Crescimento Pessoal e Desenvolvimento de Potencial:
    Além de aliviar o sofrimento psicológico, a psicanálise também oferece uma plataforma para o crescimento pessoal e o desenvolvimento de todo o seu potencial. Ao explorar a fundo sua psique, você pode adquirir uma compreensão mais profunda de si mesmo, identificar seus valores, talentos e desejos autênticos.

Ao trabalhar com um psicanalista, você pode estabelecer metas claras para o crescimento pessoal e receber apoio na jornada para alcançá-las. Isso pode envolver descobrir uma nova carreira, desenvolver relacionamentos mais gratificantes ou explorar uma paixão criativa. A psicanálise permite que você se torne consciente das forças inconscientes que influenciam suas escolhas, capacitando-o a tomar decisões mais alinhadas com sua verdadeira essência.

Procure um psicanalista
A psicanálise oferece um caminho fascinante e recompensador para o autoconhecimento, a cura emocional e o crescimento pessoal. Ao buscar um psicanalista, você dá o primeiro passo em direção a uma jornada transformadora, na qual pode descobrir novas perspectivas, construir relacionamentos mais saudáveis e desenvolver todo o seu potencial.

Lembre-se de que a psicanálise é um processo individualizado e único para cada pessoa. A escolha de um psicanalista experiente e capacitado é fundamental para obter os melhores resultados. Portanto, não hesite em pesquisar, pedir referências e encontrar um profissional com quem você se sinta confortável e confiante em compartilhar sua jornada de crescimento e autoexploração. Você merece o apoio e a oportunidade de viver uma vida mais plena e satisfatória.

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Encontrando Força e Libertação: Um Caminho para Superar um Relacionamento Abusivo

Querido(a) leitor(a), se você está lendo este artigo, é porque está enfrentando um dos desafios mais difíceis da vida: lidar com um relacionamento abusivo. Saiba que você não está sozinho(a) e que há esperança e apoio disponíveis para você. Neste texto, quero oferecer consolo, encorajamento e algumas perspectivas baseadas na psicanálise para ajudar você a encontrar forças para seguir em frente e buscar alívio

  1. Reconheça a situação:

O primeiro passo para se libertar de um relacionamento abusivo é reconhecer a realidade em que você está vivendo. A psicanálise nos ensina que o processo de conscientização é fundamental para a cura. Aceite que você está vivenciando uma situação abusiva e que merece uma vida plena, saudável e livre de qualquer forma de violência.

Esse é um ponto importante. Muitas pessoas que sofrem com um relacionamento abusivo não percebem essa situação. Acham que a outra pessoa age de maneira normal, já que “esse é o jeito dele ou dela”. Outros ainda creem que certos comportamentos são na verdade, demonstrações de amor, ou a maneira de amar da outra pessoa. Vou comentar algumas coisas que não têm nada a ver com amar:

  • Gritar com muita frequência. Gritos são atos violentos, sempre, a não ser que sejam gritos de alegria.
  • Comparar você com outras pessoas, diminuindo seu mérito ou seu valor.
  • Dar golpes. Tapas, socos, empurrões, mesmo em intensidade pequena, mesmo com a pessoa pedindo sempre perdão depois, sempre serão atos violentos.
  • Impor sempre suas vontades, em detrimento das suas ou não considerar seus gostos e vontades. Se há um relacionamento, tem de haver cumplicidade. Se a outra parte sempre tem que fazer o que quer e se a sua opinião sempre é deixada de lado, cuidado!
  • Ciúmes em excesso. Já comentei aqui sobre ciúmes, quando uma pessoa é muito ciumenta, isso pode limitar a outra parte a estar sempre se justificando, dando verdadeiros relatórios que provem sua fidelidade. E isso desgasta qualquer relacionamento. O ciúme tem mais a ver com “possuir” do que com amar. Nunca confunda ciúme com amor.
  1. Busque apoio emocional:

É crucial que você encontre apoio emocional para enfrentar essa situação desafiadora. Procure amigos, familiares ou grupos de apoio que possam oferecer um espaço seguro para compartilhar suas experiências e emoções. A psicanálise ressalta a importância de criar um ambiente de confiança, onde você possa expressar seus sentimentos sem julgamento. Durante uma sessão de Psicanálise, usamos uma técnica chamada associação livre, em que você pode se expressar livremente. O ambiente é sempre de acolhimento.

  1. Reconstrua sua autoestima:

Em relacionamentos abusivos, é comum que a autoestima seja profundamente abalada. A psicanálise nos convida a explorar nossa história pessoal, buscando compreender como fomos levados a aceitar e tolerar comportamentos abusivos. Ao reconhecer nossos próprios padrões de pensamento e comportamento, podemos começar a reconstruir nossa autoestima e acreditar em nosso valor.

Esse processo de recuperar a autoestima pode ser gradual, mas vale sempre a pena.

  1. Estabeleça limites saudáveis:

Um aspecto importante na recuperação de um relacionamento abusivo é aprender a estabelecer limites saudáveis. A psicanálise nos ensina que o respeito mútuo é essencial em qualquer relação. Reconheça seus próprios limites e comunique-os ao seu parceiro abusivo. Não tenha medo de defender-se e proteger-se do abuso.

A chave aqui é aprender a dizer NÃO. E isso precisa ficar claro como a água. Quando você identificar algo que vai resultar em abuso, diga não sem medo de ser feliz. Não aceite o abuso, mesmo que você tenha medo de perder o relacionamento. Para começar, se existe o “medo” de perder, já temos aí um problema. Se a outra pessoa não aceita seu parecer sobre as coisas, nunca, será que ela te respeita? Será que ela te ama, realmente?

  1. Procure ajuda profissional:

A psicanálise pode ser uma abordagem terapêutica valiosa para ajudar a processar as emoções e os traumas vividos em um relacionamento abusivo. Busque um profissional especializado em violência doméstica ou um psicólogo/psicoterapeuta que possa apoiá-lo(a) nesse processo de cura. A terapia pode fornecer ferramentas e estratégias para fortalecer sua resiliência emocional e ajudá-lo(a) a reconstruir uma vida saudável.

  1. Cultive o autocuidado:

À medida que você avança na jornada de cura, lembre-se de priorizar o autocuidado. A psicanálise nos lembra da importância de nutrir nossa própria saúde mental, emocional e física. Dedique tempo para atividades que lhe tragam alegria, paz e bem-estar. Cuide de si mesmo(a) como faria com um ente querido, com amor e compaixão.

  1. Acredite na sua capacidade de se recuperar:

Você é mais forte do que imagina. A psicanálise nos lembra que somos seres em constante evolução e crescimento. Acredite em sua capacidade de se recuperar e de construir uma vida cheia de amor, respeito e felicidade. Saiba que você merece um relacionamento saudável e que há esperança para um futuro brilhante.

Você não está sozinha(o)

Querido leitor, saiba que você não está sozinho(a) nesta jornada. A psicanálise oferece um caminho de cura e libertação para aqueles que enfrentam relacionamentos abusivos. Busque apoio emocional, estabeleça limites saudáveis, procure ajuda profissional e cultive o autocuidado. Você merece uma vida plena, feliz e livre de qualquer forma de abuso. Mantenha-se forte, pois a superação está ao seu alcance. O futuro é promissor e cheio de possibilidades. Você tem o poder de reescrever sua história e construir relacionamentos saudáveis e amorosos.

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A Terapia do Amor: Dicas Psicanalíticas para Impulsionar o Seu Relacionamento

Queridos leitores, preparem-se para uma jornada divertida pela mente humana e pelos meandros dos relacionamentos a dois! Se você está procurando dicas para melhorar o seu relacionamento amoroso enquanto se diverte, chegou ao lugar certo. Vamos explorar algumas sugestões inspiradas na psicanálise para fortalecer os laços com seu parceiro(a). Então, peguem suas canetas psicanalíticas e vamos mergulhar de cabeça!

  • Aprenda a Linguagem dos Sonhos:

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, acreditava que os sonhos são a “estrada real para o inconsciente”. Então, que tal usar essa estrada em direção ao coração do seu parceiro(a)? Torne-se um decodificador dos sonhos do seu amado(a)! Conversem sobre seus sonhos pela manhã e explorem juntos os significados ocultos. Quem sabe vocês não descobrem desejos compartilhados ou medos que precisam ser superados? Além disso, divirtam-se tentando interpretar os sonhos mais malucos. Afinal, uma risada compartilhada é o alicerce de um relacionamento sólido.

Importante comentar que, a interpretação dos sonhos envolve conhecer uma técnica da Psicanálise. Como casal, explore essa sugestão apenas como diversão. Para que vocês possam entender bem como os sonhos têm a ver com o inconsciente ou como interpretá-los, procure um psicanalista.

  • Faça uma “Escavação Psicanalítica” do Passado:

Geralmente quando falamos de dicas de filmes para casais pensamos em filmes românticos. Mas não precisa ser sempre assim. Que tal de vez em quando, ver juntos filmes que irão ajudar vocês e refletirem sobre o relacionamento? Isso pode ajudar bastante também a fortalecer os laços de vocês.

Relembrar as experiências passadas pode trazer uma compreensão mais profunda sobre nós mesmos e sobre o nosso parceiro(a). Dedique uma noite de cinema em casa! Escolham filmes que tratem de temas como memórias, infância e desenvolvimento pessoal. Depois, conversem sobre como essas histórias se conectam às suas próprias vidas. Quem sabe vocês não desenterram algumas lembranças engraçadas ou percebem como certos eventos do passado moldaram quem vocês são hoje?

  • O Poder do Silêncio:

Já ouviu falar na “interpretação do silêncio”? Às vezes, o que não é dito pode ser tão significativo quanto as palavras faladas. Experimentem passar um tempo juntos em silêncio. Sentem-se confortavelmente e apreciem a presença um do outro. Observem as emoções que surgem, sem a necessidade de preenchê-las com palavras.

Essa prática pode ajudar a criar um espaço de intimidade e conexão profunda. Afinal, a psicanálise nos ensina que nem todas as questões precisam ser resolvidas através das palavras. O silêncio pode ser uma oportunidade para refletir, se reconectar com as emoções e simplesmente estar presente um para o outro.

  • Abra a Caixa de Pandora:

Todos temos uma “caixa de Pandora” cheia de emoções e memórias guardadas. É hora de abrir essa caixa e explorar juntos! Criem um ambiente seguro e acolhedor para compartilharem seus medos, traumas e inseguranças. Lembre-se de que a vulnerabilidade fortalece os laços. Ao enfrentarem esses desafios emocionais juntos, vocês estarão construindo uma base sólida para o seu relacionamento.

O ponto aqui é ter conversas significativas, conversas em que vocês possam falar sobre seus temores, desejos e inseguranças. É importante que o outro saiba de maneira explícita o que te faz feliz, o que te atemoriza, o que você aspira. É uma boa atividade.

  • Ressignifique os Conflitos:

Conflitos são inevitáveis em qualquer relacionamento. Mas que tal dar um toque psicanalítico a eles? Em vez de ver os conflitos como algo negativo, encarem-nos como oportunidades de crescimento. Quando surge uma discussão, parem por um momento e tentem entender as razões emocionais por trás do que estão dizendo. Explore as feridas emocionais que estão sendo ativadas. Ao fazer isso, vocês podem transformar os conflitos em momentos de aprendizado e compreensão mútua.

Queridos leitores, a vida é um eterno processo de autoconhecimento e crescimento, e o mesmo se aplica aos relacionamentos. Utilizando algumas dicas psicanalíticas, vocês podem mergulhar nessa jornada de forma divertida e enriquecedora. Lembre-se de que a psicanálise não é apenas sobre resolver problemas, mas também sobre explorar, compreender e abraçar os mistérios do amor e da mente humana.

Portanto, que essas dicas possam inspirar vocês a se aventurarem em novas formas de se conectar, explorar e nutrir o relacionamento a dois. Divirtam-se enquanto mergulham nas profundezas da psique e se fortaleçam como casal. Afinal, o amor e a diversão caminham de mãos dadas na jornada do amor duradouro.

Agora, você quer falar comigo e conversar sobre como posso ajudar você a ter um melhor relacionamento? CLIQUE AQUI e saiba mais sobre meus serviços.

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Desafios do início de um relacionamento amoroso. Psicanálise na prática

Os desafios de um novo relacionamento sob a ótica da Psicanálise

Iniciar um novo relacionamento pode ser uma experiência emocionante e desafiadora. A Psicanálise, uma abordagem que analisa o inconsciente da mente humana, oferece uma visão interessante sobre os desafios que podem surgir nesse processo.

Já ouviu falar que todo começo é difícil? Bom, isso não é diferente quando começamos um novo relacionamento. Entre várias coisas que podem passar por sua cabeça, separei alguns pontos que considero interessantes.

O medo da perda

Um dos desafios mais comuns em um novo relacionamento é o medo da perda. Isso pode ser resultado de experiências passadas, como relacionamentos anteriores que não deram certo, ou de inseguranças pessoais. Na Psicanálise, esse medo é entendido como uma defesa contra a ansiedade de separação, que é inerente à natureza humana.

E claro, é normal não querer perder. Infelizmente, muitas vezes nós pensamos mais no que pode acontecer do que no está acontecendo. Se você está em um relacionamento novo, o melhor que pode fazer é desfrutar, aproveitar do sabor agradável de estar conhecendo alguém por quem temos carinho e estamos fortalecendo os laços.

Se você tem muito medo de perder seu relacionamento, é uma boa ideia procurar ajuda.

Durante a análise, o indivíduo é encorajado a explorar suas emoções e sentimentos em relação ao relacionamento e à possibilidade de perda. O psicanalista ajuda o indivíduo a compreender as raízes dessas emoções e a trabalhar para superar seus medos através da construção de relacionamentos mais saudáveis e seguros.

Além disso, a psicanálise também pode ajudar o indivíduo a desenvolver sua autoestima e autoconfiança, o que pode ajudá-lo a enfrentar melhor o medo da perda em um relacionamento.

A idealização do outro

Outro desafio que pode surgir em um novo relacionamento é a idealização do outro. Muitas vezes, projetamos nossos desejos e expectativas no parceiro, criando uma imagem idealizada que não corresponde à realidade. Isso pode levar a decepções e frustrações quando o parceiro não atende às nossas expectativas. Na Psicanálise, esse processo é conhecido como projeção.

A idealização do outro pode se manifestar de várias formas, como colocar o outro em um pedestal, esperar que ele satisfaça todas as nossas necessidades emocionais ou projetar nele qualidades que desejamos ter em nós mesmos. Essas expectativas irrealistas podem levar a decepções e conflitos no relacionamento, uma vez que o outro não consegue atender a todas as nossas expectativas.

A idealização do outro pode estar relacionada a questões inconscientes, como a necessidade de preencher um vazio emocional interno ou a busca por uma figura paterna ou materna idealizada. Além disso, pode ser uma forma de evitar lidar com nossas próprias falhas e inseguranças, projetando-as no outro.

A psicanálise propõe que, ao entender nossas próprias questões emocionais, podemos aprender a lidar com elas de forma mais saudável e construtiva. Além disso, é importante reconhecer que o outro é um ser humano com suas próprias falhas e limitações, e que é impossível que ele atenda a todas as nossas expectativas.

Ao trabalhar na compreensão de nossas próprias emoções e expectativas, podemos construir relacionamentos mais saudáveis e equilibrados, baseados na aceitação e respeito mútuo. A psicanálise pode ser uma ferramenta valiosa nesse processo, ajudando a explorar as questões inconscientes que podem estar por trás da idealização do outro em um relacionamento.

A dificuldade de se comunicar

A comunicação é essencial em qualquer relacionamento saudável. No entanto, muitas vezes enfrentamos dificuldades em expressar nossos sentimentos e necessidades de forma clara e assertiva. Isso pode levar a mal-entendidos e conflitos desnecessários. Na Psicanálise, a comunicação é vista como uma forma de expressão da subjetividade, e o analista busca ajudar o paciente a desenvolver uma linguagem mais precisa e autêntica.

Comunicar-se bem é fundamental em qualquer relacionamento, e para melhorar a comunicação de um casal, existem algumas dicas que podem ajudar. Uma delas é ser aberto e honesto, evitando manter segredos e sendo sincero sobre o que está acontecendo em sua vida. Outra dica é exercitar a tolerância e criar uma rotina de diálogo saudável para o casal, experimentando sempre coisas novas para que se possa melhorar a comunicação. Além disso, é importante manter o contato visual, adequar a expressão facial e a postura corporal à situação e ao que estamos transmitindo, e utilizar um tom de voz tranquilo e suave.

Outra dica importante é ouvir atentamente o que o parceiro tem a dizer, sem interromper ou julgar, e demonstrar empatia com o ponto de vista dele. Falar com clareza e evitar deixar as coisas subentendidas também é fundamental para uma comunicação eficaz. Por fim, é importante lembrar que a comunicação é uma via de mão dupla, e que ambos os parceiros devem estar dispostos a se comunicar de forma aberta e honesta para que o relacionamento possa prosperar.

A resistência à intimidade

Por fim, um desafio comum em um novo relacionamento é a resistência à intimidade. Isso pode ser resultado de traumas anteriores, como abuso ou negligência, ou de inseguranças pessoais. Na Psicanálise, a resistência à intimidade é entendida como uma defesa contra a ansiedade de dependência, que é inerente à natureza humana.

Pode ser complicado para algumas pessoas deixar-se conhecer por outra. Mesmo que você esteja gostando da outra pessoa, queira conhecê-la mais, pode ser que seja especialmente difícil para você comentar com ela detalhes sobre sua vida. E o motivo disso pode ser bem variado. Creio que vou escrever no futuro um artigo detalhando melhor isso. Mas, por hora, te digo que uma boa ideia é ir aos poucos, comentando pequenos detalhes sobre você. Em breve, você vai perceber que se sente com mais confiança para contar outras coisas sobre você.

Iniciar um novo relacionamento pode ser um processo desafiador, mas também pode ser uma oportunidade de crescimento pessoal e emocional. A Psicanálise oferece uma visão interessante sobre os desafios que podem surgir nesse processo, ajudando-nos a compreender nossas emoções e comportamentos de forma mais profunda e autêntica.

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Terapia de casal: dicas para melhorar seu relacionamento

Você acha que uma comunicação eficaz pode melhorar seu relacionamento atual, mas não sabe por onde começar?

No artigo a seguir, você aprenderá sobre a importância da comunicação e os princípios de uma boa comunicação.

Vamos ao trabalho! Deixamos-lhe 9 dicas para melhorar aspetos da ligação com o seu parceiro.

Importância da comunicação no casal

A comunicação é vital para os relacionamentos, em todas as fases, do namoro ao casamento. Uma boa comunicação é um dos pilares fundamentais de um bom relacionamento, juntamente com outros fatores como honestidade, confiança e respeito.

É importante entender que a comunicação no casal muda constantemente ao longo dos anos. Geralmente, casais que estão juntos há muitos anos podem passar por fases em que há menos comunicação, as causas podem ser passar por estágios de evolução pessoal que depois são alquimiados com a outra pessoa, momentos de desconexão, motivos de casal ou outros que estejam relacionados a processos de uma das partes.

Não fique em falsos entendimentos por não se comunicar ou acreditar que já sabemos o que a outra pessoa diria em tal circunstância. O que enriquece as relações é gerar um vínculo espontâneo de confiança para se expressar livremente.

A convivência não é fácil, por isso uma boa comunicação pode fazer uma grande diferença em termos de vida a dois e familiares. A má comunicação pode arruinar bons casais. Há pessoas com muito potencial de crescimento com outras, mas que não conseguem construir um espaço para dizer o que sentem ou precisam, uma etapa primordial para avançar para a maturidade de um vínculo adulto.

Fundamentos para uma boa comunicação a dois

A comunicação não é igual para todos os casais, mas existem alguns princípios para uma boa comunicação como casal.

Os fundamentos para uma boa comunicação são os seguintes:

1. Saber identificar nossos sentimentos e ter controle sobre eles.

Esse ponto é essencial para uma boa comunicação. Muitas vezes tomamos como certos entendimentos, truísmos diante de situações que só acontecem em nossa mente, enquanto o outro não precisa entendê-las. Ser capaz de expressar nossos sentimentos em palavras é a base de um vínculo saudável.

2. Uma discussão não é uma questão de quem está certo ou errado

Trata-se de expor sentimentos e se colocar no lugar do outro, não elevando o tom de voz, mas fundamentando o que nos acontece com altura e esperando a virada da fala. Não devemos pisar nas reflexões uns dos outros.

Consequentemente, devemos melhorar nossos comportamentos e modificar atitudes do que não é bom para nosso parceiro.

3. Em uma discussão, não é um contra o outro

Ambos devem combater o problema. Partindo do princípio de que o que acontece não é pessoal, mas que são dois adultos diante de uma circunstância que é uma possibilidade de aprender a administrar as discussões futuras que virão no futuro. Dessa forma, poderão progredir nos aspectos que emergem para construir uma relação saudável.

4. Você tem que ser aberto e procurar entender a outra pessoa

Mesmo que o que o outro diga, nos magoe ou não concordemos, devemos buscar um entendimento. Os sentimentos do seu parceiro são tão válidos quanto os seus. Na comunicação entre as pessoas pode haver aspectos mais ou menos desconfortáveis de acordo com as histórias de cada um.

Todos os seres humanos devem ser ouvidos e não julgados. Estar aberto a explorar com paciência, a compreender o outro, mesmo que não concordemos totalmente, faz parte do aprendizado da vida.

5. Empatia, respeito e assertividade

É a base das relações humanas, a comunicação eficaz é construída com base nesses valores, em nossas próprias preocupações tratadas com consideração por nós mesmos e pelos outros.

6. Esteja disposto a tentar terapia de casal

A terapia de casal é um espaço profissionalmente orientado em que os casais podem trabalhar e podem obter um olhar especialista, externo, para situações que acontecem na intimidade.

É uma decisão importante que deve ser acompanhada de uma boa comunicação do casal para expressar situações e que pode melhorar o humor por meio de uma comunicação eficaz.

7. Seja flexível

Contratos, pactos entre pessoas, entre casais podem flutuar ao longo do tempo, mudar de forma ou ter a necessidade de se transformar e de fato esse é o mais natural dos vínculos. É extremamente importante conversar e rever os assuntos ao longo do tempo, já que as pessoas evoluem, também os links e muitas vezes nem tudo acontece ao mesmo tempo.

A comunicação verbal no casal nos permite descobrir em que estágio evolutivo cada um está e o próprio vínculo para poder continuar se projetando.

O pesquisador John Gottman apresenta duas estatísticas interessantes para refletir. A primeira é que casais saudáveis têm uma proporção de 5:1 de elogios para comentários negativos. E eles respondem a 9 em cada 10 chamadas de despertar de seus parceiros quando querem compartilhar algo.

Erros mais comuns na comunicação a dois

Um dos problemas mais comuns na vida a dois é a falta de comunicação ou comunicação ineficaz.

Compartilhar nossas emoções e ser capaz de comunicar nossos sentimentos é extremamente importante quando estamos em um relacionamento com alguém. Não comunicar o que sentimos, ou mantê-lo, quase sempre acaba trazendo problemas para a relação, e a ideia é que a partir desse evento se encontrem ideias superadas, não novos conflitos ou que conflitos permaneçam sem solução.

  • A falta de respeito na comunicação: devemos tentar tratar o outro como gostaríamos de ser tratados e que essa é a base da comunicação para não nos machucarmos. Mantenha a calma em primeiro lugar e não leve os eventos para o lado pessoal, mas uma instância para aprender.
  • Não seja permeável: o que enriquece as pessoas são as diferentes formas de ver, abordar, entender o mundo através da história, a bagagem que cada um traz e contribui para a relação. O casal pode ter aprendido um estilo de comunicação melhor e mais eficiente que podemos aprender se estivermos disponíveis.
  • Não saber ouvir: para interpretar o que o outro precisa, é preciso ser receptivo e não ter consciência de responder. Seja uma pessoa com escuta ativa, deixe o outro expor seus sentimentos e depois análise para responder e gerar uma boa comunicação.
  • Crítica negativa em forma de queixa: o que observamos no outro que não gostamos ou nos ofende deve evitar fazer parte da má comunicação que muitas vezes se torna uma dinâmica, dizendo as coisas que não gostamos em forma de queixa.
  • Ser passivo-agressivo: muitas vezes é tão agressivo o membro do casal que não se comunica, não diz ou expressa seus sentimentos do que aquele que acaba explodindo ou comunicando os problemas do casal com desrespeito. Nem sempre a agressividade faz barulho. Não omitir o som, não elevar o tom de voz, também pode ser violento com quem precisa falar.
  • A falta de empatia: o famoso não se coloca no lugar do outro, o que acontece com frequência nos casais é que apesar de conhecerem a intimidade de muitas das situações, algumas das pessoas no vínculo não conseguem se colocar no contexto do que pode estar acontecendo.
  • Dê a razão, mesmo que não concordemos: evitar a comunicação de casal não é tomar conta das questões que estão sendo expressas ali, é apenas uma forma de escapar da situação.
  • Interromper o outro: não ouvir, não permitir que o outro expresse seus sentimentos. A escuta ativa é essencial para alcançar o que chamamos de boa comunicação aqui. Um vai e vem entre adultos cuja premissa é se entender, evoluir.
  • Mantenha-se na mesma base comunicativa: um relacionamento precisa ser alimentado por ilusões, planos e expectativas, e para isso é necessário aprender a se comunicar. Ser capaz de entender a direção para a qual eles projetam e ter motivação para a construção do elo. Não conversar, não entender sonhos pessoais, coisas em comum, viagens, hobbies, não ouvir ou conhecer a intimidade do outro para fazer acordos e projetos podem secar um relacionamento.
  • Impor nas conversas nossos sentimentos, pensamentos, pontos de vista ou caminhos para a outra pessoa: não há pontos de vista, ou ideias mais valiosas ou precisas do que outras. O que acontece entre duas pessoas que se ligam é digno de ser ouvido, não deve ser sob nenhum aspecto uma batalha de imposições de pensamentos.
  • Deposite a culpa do que acontece com o outro: cada um dos membros do casal é principalmente um ser independente que deve assumir o controle de seus negócios. Não devemos culpar o outro em discussões ou comunicar ressentimento.

9 dicas para uma melhor comunicação a dois

Veja algumas dicas para a comunicação a dois:

  1. Quando estiver falando de uma situação, tente não misturar tópicos ou discussões. Vá um por um. Depois de conseguir abordar um tópico, passe para outro.
  2. A comunicação verbal é a base para a construção de um vínculo valioso, um espaço de aprendizado para evoluir. As expressões verbais constroem realidades, é importante ter consciência desse poder que as palavras que pensamos e depois verbalizamos têm.
  3. Entenda que somos todos diferentes e temos necessidades diferentes. Enquanto algumas pessoas precisam conversar, outras precisam de tempo e espaço para processar seus sentimentos: todas essas formas são válidas entre os seres humanos.
  4. Não deixe que os tópicos se acumulem. Ter espaço para se comunicar, para expressar necessidades antes que elas se tornem um problema, saber dizê-las da melhor maneira, quando estão acontecendo, pode ser a chave para a comunicação que permite que as pessoas evoluam em suas ideias, pensamentos.
  5. Destaque as boas qualidades do seu parceiro. O que eu gosto no outro é o que eu também quero para mim ou admiro nas pessoas, então comentar sobre esses gestos, virtudes ou maneiras agradáveis das pessoas fará com que a outra pessoa se sinta valiosa.
  6. Não assuma o que o outro quer dizer, nem faça suposições. Não deixe que a mente conte uma história que pode não ter nada a ver com a realidade. Para eles, o casal pode perguntar em vez de fazer suposições.
  7. Não use palavras como “sempre” ou “nunca”. Não ser dramático, saber interpretar o conflito como uma oportunidade de crescimento e uma situação que surge para a evolução das pessoas, que nada é pessoal. O uso das palavras certas é um grande aprendizado para os membros do casal.
  8. É importante que cada tema que surja para qualquer uma das pessoas do casal tenha seu espaço. Gerar um momento, uma prática comum de conversar e que as preocupações possam ser expostas e tratadas em tempo hábil, que outros problemas do casal que possam surgir no futuro não sejam falados. Que cada assunto possa ser abordado e discutido quando acontece e não se acumule com outros temas, gerando angústias, pensamentos hipotéticos ou ressentimentos.
  9. Não faça comentários para magoar a outra pessoa. Não use em uma circunstância de conflito informações do outro, seus traumas, feridas, defeitos como armas no momento das discussões para machucar o outro.

Lembre-se que um relacionamento é um trabalho de duas pessoas. É uma sociedade onde se um perde, os dois perdem. Então o melhor que ambos ganhem, certo?

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Terapia de Casal: como lidar com marido ou esposa narcisista? Psicanálise na prática

Imagine dividir sua vida com uma pessoa que acredita que deve receber o máximo de atenção e praticamente ser venerada?

Neste artigo vamos falar sobre narcisismo e o que você deve fazer se o seu cônjuge for.

Não se pode dizer que uma pessoa é narcisista porque cuida muito da sua imagem ou tem traços de grandiosidade. Esse transtorno é caracterizado por um padrão geral de necessidade de admiração, grandiosidade e falta de empatia.

Entre as características podemos encontrar:

  • Sentimentos de grandeza e atitude arrogante.
  • Tem fantasias de sucesso, amor ideal ilimitado, poder, beleza.
  • Ele ou ela acredita ser especial, único, só ele pode se relacionar com os outros.
  • Ele ou ela não tem empatia, não se identifica com os sentimentos dos outros.
  • Ele se aproveita dos outros para seu benefício.
  • Inveja os outros.
  • São arrogantes, superiores.

Sempre costumo dizer que todo mundo deve ter um pouco de narcisismo em si. Em doses adequadas digamos assim, o narcisismo pode contribuir para uma boa autoestima. Mas assim como o sal em excesso faz mal e estraga o sabor de um alimento, se a dose não for adequada, uma pessoa narcisista, aquela que tem essa característica bem-marcada, pode complicar e até arruinar um relacionamento.

Maneiras de lidar com um marido ou esposa narcisista

Esses são os passos que precisam ser seguidos para conseguir lidar com esse tipo de pessoa.

  • Tenha em mente que seu cônjuge (ou namorado, namorada) é narcisista por causa de uma insegurança e baixa autoestima. São pessoas que usam isso como mecanismo de defesa, com sentimentos de superioridade para evitar fragilidades.

São pessoas que dependem da opinião e aprovação dos outros, mas tenha em mente que você só deve elogiá-los se eles merecerem e forem reais, se não, você vai alimentar essa atitude de superioridade.

  • Sua felicidade depende da manifestação de apreço que as pessoas ao seu redor expressam a você. Se você precisa transmitir uma crítica, faça isso com delicadeza e sinceridade. É bom que essa pessoa entenda que você não a questiona, mas questiona as ações.
  • Não se deixe manipular, essa pessoa vai querer que você pense como ela, que não faz nada de errado, vai querer culpar os outros pelos fracassos, você é o alvo principal. Se você sentir isso, então ative os alertas, se ele te manipular, isso reforçará a atitude dele ou dela. Não leve suas críticas a sério.
  • Estabeleça limites: sim, é bem difícil fazer isso ao lidar com uma pessoa narcisista especialmente, mas é necessário. Saiba dizer “não” e no caso de um ataque narcísico, nunca tente se nivelar no mesmo ponto de agressividade da pessoa.
  • Algumas pessoas narcisistas costumam ignorar momentos agressivos ou de ataque verbal, muitas vezes pedindo para que a outra pessoa simplesmente, deixe o assunto de lado e siga com a vida. Isso acontece porque o narcisista não quer ser contrariado, não quer entrar numa conversa em que se dirá que o comportamento dele ou dela foi inadequado. Mas você deve sim, resolver cada questão que tenha acontecido, principalmente se machucou você, de alguma forma. Cada vez que você deixa de lado algo assim, você está fortalecendo o narcisismo do seu cônjuge, namorado ou namorada.

Como você pode ajudar

O que uma pessoa com atitudes narcísicas precisa é acreditar mais em si mesma, mas se conseguir sentir amor-próprio saudável, não terá a necessidade de tornar seu ego maior para se sentir bem.

Você pode e deve mostrar a seu cônjuge que o ama de verdade. Lembre-se, provavelmente ele ou ela passou por algo na vida que o faz pensar que talvez não valha tanto e precisa de autoafirmar a si mesmo o próprio valor. Mostre que valoriza suas conquistas, que você está do lado dela ou dele. Mas sempre seja firme quando perceber uma atitude narcisista.

Claro, a origem do narcisismo em uma pessoa pode ter diferentes origens, isso pode ser descoberto em análise.

É fácil dizer, mas mais difícil de colocar em prática. O processo de mudança para uma pessoa que tem um transtorno de personalidade é um pouco complicado e requer ajuda de profissionais. Muitos profissionais inclusive, preferem não atender a clientes narcisistas, tamanho o grau de complexidade desse processo. Além disso, geralmente o narcisista não vê necessidade de tratamento, já que ele ou ela se sente confortável com a sensação de “poder” que experimenta cada vez que sente que recebeu a atenção que queria.

O melhor momento para você ajudá-lo é depois de grandes mudanças ou algo que aconteceu que machucou seu ego.

Trabalhar com narcisistas é um processo que requer o apoio de profissionais, não hesite em pedir uma consulta para ajudá-lo a tratar essa pessoa. CLIQUE AQUI e converse comigo.